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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Metáforas visuais usadas no cinema

No livro "Como Ver um Filme", Ana Maria Bahiana cita alguma metáforas visuais comuns nos filmes e o seu significado.


Objetos caindo do céu: geralmente antecipam catástrofes. Em Laurence Anyways, (Laurence é uma mulher trans que continua amando a namorada do mesmo modo de antes da transição), uma cena marcante é a das das roupas caindo do céu enquanto Laurence e Fred passeiam em um dos seus reencontros e antecipa uma fase difícil e conflituosa entre o casal.

Voar: costuma ser uma metáfora para o orgasmo, extremo prazer, liberdade e poder absoluto e como exemplo podem ser usados o momento em que Jack e Rose simulam vôo em Titanic e - fora do cinema - o vôo de Madonna em Like a Prayer (em 1:20 do vídeo).

Descer ao porão/ subsolo: investigar o inconsciente. Em Garota, Interrompida, o porão da instituição psiquiátrica é mostrado logo no início, embora a cena - que é um acerto de contas entre as personagens onde os problemas reais, escondidos em um plano inferior da consciência, vêm à tona - seja do último ato. É considerado um dos grandes momentos da carreira da atriz Angelina Jolie.

Chuva: remete à purificação, exorcismo do passado e a força do destino. Como exemplos, dá pra citar Titanic novamente com a chegada de Rose em Nova Iorque, quando decide mudar o seu nome após a tragédia e - para não perder o costume - Blade Runner, com a clássica cena em que Roy poupa a vida de Rick e faz o monólogo sobre as memórias perdidas no tempo como lágrimas na chuva. Em Blade Runner 2049, a chuva aparece de novo, mas com um novo contexto: para Joi, sentir a chuva significa existência no mundo real.

domingo, 4 de junho de 2017

Angelina


Não é difícil falar sobre a minha atriz preferida. Angelina consegue dar vida a sociopata (Garota, Interrompida), viciada (Gia), uma pilantra em filme de época (Pecado Original), uma mãe que perdeu um filho (A Troca); humanizar uma vilã clássica da Disney (Malévola) e até nos filmes mais fracos, é um prazer vê-la atuando.

Pessoalmente, ela é uma força da natureza e alguém em quem rótulos não cabem. Eu a associo à liberdade, sobretudo liberdade de escolha. A mulher que não acredita em Deus, mas não mede esforços para ajudar ao próximo. Mais que doar dinheiro, ela vai pessoalmente a campos de refugiados e se engaja em causas humanitárias. 
A mulher que administrou bem o uso de drogas, a bissexualidade, "roubou" o marido da namoradinha dos Estados Unidos, casou, teve alguns filhos, adotou outros e removeu os seios para não desenvolver o câncer que matou a própria mãe.

A última vez que a vi no cinema foi em "À Beira Mar" (2015), também dirigido e roteirizado por ela, atuando com o ex-marido Brad Pitt. O curioso é que o filme não tem nada a ver com "Sr. e Sra. Smith", lançado dez anos antes e me pergunto o quanto a realidade do casal pode ter influenciado no processo de criação desse filme, já que Angelina é conhecida por se integrar demais aos personagens que interpreta.

"É algo tão intenso ser absorvida para dentro de um filme. É como descobrir que se tem uma doença fatal, restando-lhe apenas pouco tempo de vida. Então você sai daquele mundo como uma cobra trocando de pele e se vê sozinha e com frio". Angelina Jolie, sobre atuar.

O projeto atual dela é esse aqui: "First They Killed My Father", novamente como diretora e eu não vejo a hora de estrear.