Eu conheço U2 desde sempre, assim como todo mundo. As músicas principais tocam tanto em todo lugar que algumas viram até clichê. Quando aprendi a tocar violão - e isso tem tempo - "Sunday Bloody Sunday" foi uma das músicas que a minha professora ensinou.
Nunca fui colecionador de U2. Do Bono, aliás sei pouco. Li a entrevista dele no livro "As Melhores Entrevistas da Revista Rolling Stones" há alguns anos e sei que perdeu a mãe cedo e teve uma relação conturbada com o pai a vida toda. E no que tange religião e sexualidade, Bono é a antítese de tudo o que eu sou: é cristão e heterossexual.
Mas durante um período conturbado da minha vida, música foi a minha terapia. E as vozes do Bono e do Brandon Flowers (talvez eu escreva sobre ele algum dia aqui também) me traziam calma, inclusive em músicas como "Yahweh" (um dos nomes bíblicos de Deus) e "40" (que é um salmo) - mesmo sendo eu um ateu.
Uma das músicas preferidas - "If God Will Send His Angels" - tem uma letra um pouco cínica (Jesus costumava me mostrar o caminho, então O colocaram no show business e agora é difícil chegar até a porta). E mesmo com tanta influência da religião em sua vida, Bono dedicou "Pride" em um show à aprovação do casamento gay nos Estados Unidos.
Estão dizendo que o U2 volta ao Brasil esse ano. Eu e uma amiga (que aliás, canta "Song For Someone" à capela) iremos com certeza. Então, Bono Vox, nos vemos em outubro. Por enquanto, Feliz Aniversário!
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